Mostrando postagens com marcador lembrança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lembrança. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de maio de 2011

ENSAIO

LEMBRANÇAS...
...SAUDADES
Ivete, José Luiz, Ricardo Gaúcho e professor Antonio; coleguinhas.
(foto: Porto de Manaus, 2005, by Rael)


Igreja Matriz Manaus: Ricardo, José Luiz, Ivete, professor Antonio, Olga/by Rael

No Rio Negro sendo "protegida" por Ricardo e Rael
Estudando, espaço na Tribo Nyengatu, Terra Preta, Am


Tive um professor, que mais tarde virou amigo, escreveu num antigo blog a satisfação  sentida porque um grupo de ex-alunos (4 pessoas incluindo eu) o visitou no Amazonas.

Esse professor, o Antonio, escreveu:
"Muitas vezes sentado na popa de um barquinho me torno Saudades. Os rios aqui da região amazônica tem um traçado sinuoso; é quase impossível não fazer uma analogia com a própria vida. O curioso é que sentado na popa eu sei que existe uma proa, muitos se esquecem disso, que avança de forma inexorável , implacável!!! "

Eu, saudosamente tomei a palavra "Saudades" do texto e transportei para o momento de lembranças e escrevi:

 http://olharesdocotidiano.blogspot.com/2006/01/tornei-me-saudades.html






Não estou numa popa, tampouco numa proa, apenas uma cadeira me sustenta e dela revejo imagens que minha mente e coração insistem em tornar presente. E agradeço pela memória que não precisa da repetição para conservar uma lembrança. Antes, é aquela que guarda alguma coisa, fato ou palavra únicos, irrepetíveis e mantidos por nós por seu significado especial afetivo, valorativo ou de conhecimento.
Mesmo com o sofrer advindo das dores, dos infortúnios (meus ou do outro), a vida pode ser uma festa. Estou com Nietzsche, quando mostra que todas as peripécias, negativas e positivas, fazem parte da fantástica dança da existência. O tempo se esvai e não volta mais......... Cantemos, pois, a vida na sua finitude, na sua contingência, na ausência de instâncias absolutas, de improváveis ( ? ) saídas para mundos melhores ( ? ) ou para o recolhimento na suposta vida essencial da apreciação. Disse o profe: “... nesse espaço complexo, de união, de re-união com o tempo passado, que concebo a vida àquilo que a proa insiste em afogar no esquecimento, é um borbulhar de minúsculas emoções, mínimos detalhes, que começam a fazer toda a diferença. Nesse espaço, as grandes ideologias, que se ocupam de nós perdem sua força...”
O tempo se esvai...não volta mais, todavia as lembranças trazem eventos vivenciados e guardados com carinho e aí também me “Torno Saudades”.

Casimiro de Abreu, em “Deus e o mar”:Eu me lembro,
Eu me lembro!
Era pequeno e brincava na praia.
O mar bramia
E erguendo o dorso altivo sacudia
A branca espuma para o céu sereno.

Eu me lembro! Eu me lembro! Entrei no Rio Negro.
Eu me lembro que já fui criança, e graças à paciência de meus coleguinhas, pude arriscar-me a ficar um pouquinho dentro do rio. E em sendo criança, arriscar mais um pouquinho e brincar no Rio Negro.
Aristóteles escreveu, na Metafísica:
“É da memória que os homens derivam a experiência, pois as recordações repetidas da mesma coisa produzem o efeito duma única experiência.”
Ora, se a memória não precisa de repetição para conservar uma lembrança, é ela mesma, que repetidamente me traz as recordações dos tempos passados e me fazem querer voltar.
E como não querer voltar? Como não querer voltar num lugar onde a natureza vestiu a sua mais excelsa roupagem para brindar-nos com um maravilhoso espetáculo de verdor ( que esperamos fosse eterno), verdor e verdor. Verdor, em projeção refulgente por obra generosa de um sol imaculado. Como não embeber o espírito de emoção ao rever as fotos do pôr do sol, dos curumins ao entardecer banhando-se, dessa embarcação na Comunidade Terra Preta?

E dessa cadeira relembro o fascinante panorama de matas, rios, comunidades onde a vida , ora canta, ora ri, ora chora e se entristece.

Nas páginas de “Assim Falou Zaratustra”, encontramos um canto à totalidade da vida:
Tudo vai, tudo volta, roda eternamente a roda do ser.
          Tudo morre e volta a florir.
          Eternamente se desenrola o ciclo da existência.
          Eternamente se edifica a habitação do ser.
         O ciclo da existência conserva-se eternamente fiel a si mesmo.
         A existência recomeça em todos os instantes.
        O centro está em toda as partes.
        A eternidade regressa pelo seu próprio caminho"
E nessa hora sou solidária ao profe e “Torno-me Saudades”.
..............................................................................................


E nessa hora, olhando nossa foto, "Torno-me Saudades".
Muitas serão as saudades de meus coleguinhas AGRO 2008.

                                                         


                                                 CONFRATERNIZANDO  (2º SEM 2010)
















Que na memória, de cada um, fique uma feliz lembrança......


                                             
                                             http://www.youtube.com/watch?v=BD7iwX-1fHs